Ó Mestre de tudo, tu que seguras os fios da existência,
Venho a ti hoje, não apenas como um cavaleiro portando o escudo de sua fé, mas como um homem que se afoga estendendo a mão do abismo do nada e do pecado. Eu, que habitei no deserto, e cuja alma se alimentou das migalhas do mundo até que a fonte de luz dentro de mim secou, que és tu, ó Senhor. Ó Senhor, vendi minha inocência nos mercados da ansiedade, e perdi teu rosto santo atrás da névoa dos meus pecados que se tornaram montanhas me separando de ti.
Ó Jesus, ó curador de almas que não têm cura exceto por um toque teu, somente após te reconhecer como nosso Salvador.
Olha para o meu coração, que se rachou de sede, minha sede por ti, e para meus olhos, que cessaram de chorar de dor excessiva. Confesso diante do altar de tua santidade que não sou digno de levantar meu olhar para o céu, mas ouso com lágrimas de arrependimento, aquelas lágrimas que são meu batismo.
Lava-me do pó dos dias, e purifica o velho homem dentro de mim que ainda me puxa para a terra. Faz de minhas ruínas um novo templo, e de meus gemidos um hino que te glorifica. Tu que perdoaste o ladrão no último momento, aceita-me, o pródigo que voltou para tua casa na última vigília da vida, pois finalmente percebi que o mundo inteiro é uma miragem, e que tu és a única verdade pela qual vale a pena morrer para viver.
Amém.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo e nos perdoará os pecados e nos purificará de toda a injustiça.
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